26 de abril de 2018

[Série] Riverdale

Comecei assistindo Riverdale por curiosidade, e não fui pega de jeito pelo primeiro capítulo, até por que acaba mostrando o corpo de Jason Blossom morto, o que me deixou um tanto nervosa e com medo de ver outras coisas que não me agradam. Então demorei quase uma semana para pegar novamente na série e continuar assistindo, pois eu havia gostado dos protagonistas Archie (K. J. Apa), Betty (Lili Reinhart), Veronica (Camila Mendes), Jughead (Cole Sprouse) e Kevin Keller (Casey Colt) , e queria saber como eles se desenvolveriam, se a amizade deles iria continuar, e por fim que outros mistérios se escondem na "segura" Riverdale.

A série conta a vida da cidade depois da grande perda de um dos seus mais notórios membros, que é cercada de mistério e fatos sem explicação, que levam os protagonistas a se questionar sobre suas famílias e os aspectos que envolvem esse crime. Enquanto vão as investigações da polícia e de Betty e Jughead se desenvolvem acompanhamos Archie tentando se encontrar na música, dividido entre suas duas paixões, Veronica tendo que lidar com os problemas familiares causados pelos crimes que seu pai cometeu, Betty tentando reencontrar a irmã em meio ao caos, e Jughead tendo que lidar com um pai alcóolatra e membro das Serpentes do Sul, Kevin é o filho do Chefe da polícia na cidade e homossexual e tem que lidar com os problemas dos amigos enquanto se mete com eles nas maiores encrencas para desvendar os mistérios que envolvem a cidade.

A série vai se desenvolvendo em torno desses personagens, sua angústia, crescimento, e os mistérios que estão por trás das aparências na cidade. O desenvolvimento dos capítulos sempre deixa perguntas e quem está assistindo fica mais curioso para assistir mais e tirar as máscaras que se escondem atrás da aparência de família perfeita, do negócio de sucesso dos Blossoms, e o lado sombrio de alguns personagens. 

Numa trama muito bem desenvolvida acompanhamos e sofremos junto com os personagens, sendo que o meu favorito é o Jughead, pois ele é um sobrevivente as adversidades da vida e ainda sim se encontra na escrita uma fuga e um talento para escrever um romance sobre o assassinato de Jason. Ele também enfrentará seus medos, fantasmas e inseguranças conforme seu personagem se desenvolve e ganha mais destaque na série, espero ver muito mais dele na próxima temporada. O personagem também passará momentos de embate com seu pai, pois tem esperança de que ele se torne uma pessoa melhor, entretanto alguns fatos irão estremecer essa relação e uma possível aproximação entre os dois, quero ver mais dessa relação nas próximas temporadas. O pai de Jughead, é uma serpente do sul e levou uma vida de erros, os quais ele não deseja que o filho cometa, apesar de todas as falhas do personagem como pessoa ele ainda acredita que Jug possa ter um destino diferente e melhor que o dele, e também tem esperança que um dia esse futuro seja possível para ele. Uma curiosidade sobre esse personagem é que na HQ que inspirou a série ele usava uma coroa na cabeça, que na versão da tv foi substituída por uma touca que complementa a personalidade do personagem. 


A série também contém personagens emblemáticos e importantes para o seu desenvolvimento, como Cheryl Blossom (Madeilaine Petsch) e seus pais, a perfeita McGoy, Josie e as gatinhas, os Coppers, os Serpentes do Sul, que compõe os segredos e mistérios além do crime sem solução na primeira temporada. Cheryl Blossom tem uma personalidade única e meio assustadora em certo ponto, suspeito que ela ainda trará mais surpresas nas próximas temporadas, pois seu final nessa primeira temporada foi surpreendente e chocante para mim. A prefeita McGoy tenta manter a cidade limpa dos criminosos durante o seu trabalho, cuidar e incentivar a carreira da filha no grupo Josie e as gatinhas, e resolver certos problemas da cidade com atitudes controversas. Josie e as gatinhas são um símbolo da música na cidade e estão se dedicando ao máximo para trilhar o seu caminho para o sucesso, Josie sofre uma grande pressão por que seu pai é músico e exige que ela faça o seu melhor, o que acaba deixando a garota com uma aparência durona por fora, mas que tem medo de decepcionar os pai, principalmente, mas com o passar do tempo ela vê que pode ter o apoio das suas companheiras de banda para superar suas dificuldades.


Vale a pena assistir a Riverdale e conferir como as tramas e vidas nessa cidade, não tão pacata, e agora não tão inocente vão se desenvolvendo e desenrolando. O bom que o grande mistério da série se resolve na primeira temporada, e pelo visto novos mistérios vão surgir nas próximas temporadas. A princípio não é uma série que vamos ter que sofrer temporadas e temporadas sem resposta para os problemas que aparecem  na vida desses jovens.



24 de abril de 2018

[Sessão Pipoca] De repente 30

Título: De repente 30
Diretor: Gary Winick
Elenco: Jennifer Garner, Mark Ruffalo, Judy Greer, Andy Serkis,...
Distribuidor: Columbia Pictures do Brasil

Não vou contar aqui quantas vezes eu já assisti esse filme, mas foram várias e ele já se tornou um clássico na minha lista de filmes assistidos. O filme contém a dose de comédia e romance na medida para proporcionar uma noite muito alegre e divertida. Somos apresentados a uma garota de treze anos, Jenna, e seu maior sonho é ser popular e entrar para o grupo das seis gatinhas, porém ele é estragado no dia do seu aniversário quando essas mesmas meninas aproveitam-se dela para que ela fizesse um trabalho do colégio, frustrada ela se tranca no armário e deseja ter 30 anos a idade do sucesso, e quando ela acorda ela está no auge da sua carreira, tem sucesso, e todos os seus sonhos foram realizados, mas é ai que começam os problemas que ela terá de enfrentar.

Jenna tem que se adaptar a sua nova vida e descobrir o que aconteceu para ela chegar a esse ponto da vida, pois ela é uma menina de treze anos presa num corpo de trinta, o que vai render algumas cenas bem engraçadas e alguns problemas de maturidade durante o desenrolar da história. No filme acompanhamos Jenna descobrindo como se tornou uma pessoa má e arrogante, enquanto ela tenta transformar o seu presente e se tornar uma pessoa melhor.

Durante o desenvolvimento da história Jenna acaba descobrindo quem são seus verdadeiros amigos, e que nem sempre tudo que se sonha é o que parece ser, ela acaba descobrindo que precisará seguir por um novo caminho para sobreviver e para alcançar seus objetivos já que sua "melhor amiga" está fazendo as coisas pelas suas costas e não se importa com ela. Jenna passa por uma total reavaliação de seus valores enquanto tem que enfrentar os problemas da revista em que trabalha, quando tem que descobrir quem realmente ela é e finalmente tem a difícil missão de crescer e conviver com seus erros e acertos, o que não é nada fácil, nem no filme e muito menos na vida real.

Claro que ela passa por tudo isso com pitadas de humor em alguns momentos, como na minha cena favorita do filme em que ela salva a festa da revista com Thriller num momento épico com a ajuda de seu amigo Matt, que depois ainda irá ajuda-la a reconstruir sua revista sendo seu fotógrafo e bom ouvinte nas horas vagas. Ambos começam a se reconectar e ela a ajuda lembrar de suas conquistas da vida e como ela acabou se afastando de seus valores iniciais e por consequência se afastando da família e amigos mais próximos.

É uma comédia romântica que faz a gente refletir sobre as escolhas da vida e aquilo que é importante, os nossos valores e aonde vamos chegar com as escolhas que fazemos ao longo da vida. É real e encantador o modo como o filme se desenvolve e a protagonista da nossa história floresce em meio aos obstáculos que aparecem. Vale muito a pena assistir a esse filme.



23 de abril de 2018

[Especial] Dia mundial do Livro


Livros são meus eternos companheiros nas horas vagas, sempre carrego um na bolsa para aqueles minutos em que não temos companhia no ônibus ou no metro, ou aquela sala de espera de algum serviço ou médico. As páginas de um livro são responsáveis por viagens a mundos fantásticos, podem nos levar a um autodescobrimento, apresentar novos significados, trazer esperanças ou um romance de encantar nossos corações, apresentar uma protagonista que luta pelos seus ideias, e tanta outra infinidades de universos que podem preencher com histórias ou poesias uma narrativa literária. 

Em comemoração ao dia mundial do livro, que também é dia de São Jorge, resolvi fazer uma lista com os 10 livros que mais marcaram a minha vida enquanto leitora, e falar um pouco do significado de cada e seus momentos para mim.

1- Dom Casmurro: Me fascina o modo como a narrativa se desenvolve pelo ponto de vista do narrador/protagonista e como somos levados única e exclusivamente por esse ponto de vista, o narrador envolve o seu leitor e chama a sua atenção para certos pontos que ele quer ressaltar na história. Sem dúvida uma obra excepcional de Machado de Assis, que foi muito bem desenvolvida e que podemos colocar em dúvida as questões apresentadas pelo narrador por que a obra é narrada em primeira pessoa. 



2- A droga da obediência: Conheci a turma dos Karas no colégio e desde então me tornei fã de Pedro Bandeira, e minhas habilidades de investigação ficaram mais aguçadas após a leitura dos livros dessa turma do barulho. São histórias que eu sempre levarei com carinho dentro do meu coração, pois me ensinaram muito e me fizeram companhia na biblioteca do colégio apresentando-me a cada livro um novo mistério a ser solucionado pelos Karas, o avesso dos coroas e o contrário dos caretas.

3-  O pequeno príncipe: "Tu te tornarás eternamente responsável por aquilo que cativas". Esse foi um dos primeiro livros que ganhei, lembro que estava na primeira ou segunda série quando o ganhei. Desde então já o li e reli em vários momentos da vida e a cada leitura sinto que descubro algo novo, sempre sinto algo diferente quando pego a história do pequeno príncipe perdido em um planeta desconhecido. Sou fascinada pelas citações e pela linda mensagem que cada uma dela possui dentro de si, recomendo que todos leiam esse livro pelo menos uma vez na vida.

4- Por lugares incríveis: Esse livro aborda o universo adolescente e dois jovens com problemas: Finch e Violet, respectivamente enfrentando a bipolaridade e depressão, quando essas não se confundem no primeiro caso. Através de uma história envolvente vamos nos envolvendo com os personagens e com os seus problemas, vemos que o bullying pode influenciar na vida de uma pessoa, vemos como os personagens conseguem crescer e melhorar com a ajuda um do outro, e também nos é revelado que a vida as vezes é breve e temos que viver os momentos que temos da melhor forma possível. Se você quiser saber mais sobre essa história pode conferir a resenha do livro clicando aqui.


5- A culpa é das estrelas: Somos apresentados por John Green a personagens excepcionais, e eu gostaria de tê-los conhecido antes. Hazel e Gus ficaram marcados dentro do meu coração num lugar especial. O autor conseguiu transmitir através da sua obra fé, esperança, vida, amor, alegria, sonhos com uma sensibilidade extraordinária. A cada página acompanhei Hazel e Gus, desde o piquenique no parque, os sonhos compartilhados, a viagem para Amsterdã, os impedimentos e benefícios que a doença causa aos jovens narrados de modo que me levou a refletir sobre a vida. Muitas vezes estamos saudáveis e nem damos valor, enquanto outros lutam para viver alguns dias ou meses, e nos no nosso mundo limitado não prestamos atenção as realidades diferentes das nossas. Confira a resenha




19 de abril de 2018

Leio por que gosto!

Estava refletindo sobre como é meu estilo de leitura e os motivos que me levaram a ler, por que nem sempre fui uma leitora voraz, quando adolescente lia basicamente os livros da escola e na sétima/oitava série fugi a essa regra quando ia durante o recreio para a biblioteca ler Pedro Bandeira. Ali, naquele momento, já estava surgindo uma pequena leitora que viria a se desenvolver mais tarde. Conforme cresci continuei gostando de ler, fossem clássicos ou livros contemporâneos, claro que nem sempre gostando de todos, mas me esforçando para compreender o que cada livro poderia me trazer de conhecimento. Também fui apurando meu gosto em temas que me agradam, assuntos relevantes como feminismo, depressão, ansiedade, amor próprio, padrões estéticos, entre outros temas que desejo abordar futuramente aqui no blog.

Meu hábito de leitura foi crescendo conforme eu entrei para faculdade, de letras, e por tabela muitos textos teóricos e livros clássicos me foram apresentados ou reapresentados nas disciplinas que eu cursava. Lia por estudo,e lia por prazer, e por prazer eu comecei minha coleção com Charlotte Street e me encantei com Londres, com a jornada do protagonista em uma viagem excepcional para encontrar a garota da câmera descartável, e agora estou nostálgica com essa história, pois faz algum tempo que não revisito às páginas desse livro fantástico que me impulsionou a procurar mais livros.

Nessa época estouravam os livros eróticos e eu descobri E.L. James e Sylvia Day, a segunda eu tive oportunidade de ir a duas sessões de autógrafos e foi muito simpática com os leitores, foi incrível conhecer a autora e poder conversar alguns minutos com ela sobre os livros. Foi a descoberta de um gênero novo que chegou quebrando tabus e preconceitos literários com o pé na porta, e até hoje gosto de ler romances do estilo, mas no momento não tenho lido tanto como no começo. Também encontrei-me com outro tipo de romance que foram as narrativas de Nicholas Sparks, que apesar de sempre ter algum fator triste ou morte, possui uma linda mensagem de amor e sacrifício na sua narrativa, e ele não poderia faltar na minha lista de leituras iniciais, quando me refiro aos primeiros livros que comprei sem ninguém me obrigar.

Entrei num caminho sem volta após as primeiras buscas na internet e a descoberta das promoções online, meu meio favorito de compra, quanto maior o desconto melhor, até por que não tenho condições de gastar rios de dinheiro em livros, por mais que as vezes tenha essa vontade tenho de me ater a realidade dos fatos. Mergulhei de cabeça em romances, distopias, fantasias, suspenses, romances históricos, clássicos da literatura nacional, crônicas, fantasias, chick-lit, Young adult, new adult e tantos outros gêneros que me trouxeram histórias emocionantes, cativantes, envolventes, e novas descobertas literárias. 

Outro universo que também conheci por meio dos livros foi o dos eventos literários, esses abriram meu leque de discussão e de leituras, me ajudaram a rever conceitos e quebrar paradigmas, aprendi também a sair da zona de conforto e me desafiar enquanto leitora a ler livros que antes eu só não leria como não teria tido a oportunidade de conhecer se não fosse a troca nos eventos, e a troca entre amigos que esses eventos me trouxeram. Ou seja a literatura acrescentou mais movimento, cor, e pensamentos a minha existência junto a pessoas que possuem gostos similares ou opostos, mas que respeitam umas as outras nas opiniões diversas.

Sendo levada para Zyrk ... Tchau pessoal :P


Eu enquanto leitora, no passar dos últimos anos, tenho buscado mais conhecimento e aprendizado enquanto leio. Estou começando a mergulhar em áreas diferentes e novas da literatura e estou com o frio na barriga quanto a isso, em breve darei mais detalhes aqui na página, mas meu pressentimento é de que será muito benéfico para o meu crescimento pessoal e arrisco dizer que até profissional. Sinto que tenho muitas mensagens não só como leitora a passar e trocar com os leitores aqui do blog e não estava dedicando-me a isso com carinho, e está na hora de fazer isso. Aprendi muito com a leitura e quero compartilhar ainda mais conteúdo e ideias nesse meu espaço, e para isso vou me dedicar a me aprofundar em certos temas para trazer novos diálogos ao blog. Continuarei lendo por prazer, continuarei lendo meus romances açucarados e me divertindo com meus chick-lits, mas o universo literário é tão vasto que eu quero explorá-lo da melhor forma possível.

A minha meta para esse ano não é ler o máximo de livros que eu puder no menor tempo, até por que eu não curto esse tipo de atividades a longo prazo, por que fica cansativo e eu não aproveito o livro como gostaria. Nesse ano já foram sete livros lidos e aproveitando ao máximo a experiência que cada livro me trouxe, descobri que gosto de romance policial e estou com vontade de procurar novos livros do gênero para desvendar, graças ao livro Melodia Mortal, de Pedro bandeira. Caminhei pelo passado de Goiás e a vida no campo de forma poética com Cora Coralina, encontrei em Lugares Incríveis histórias sobre depressão e superação em personagens impactantes, e navegarei ainda por outros livros e caminhos que a literatura me trará. Concluindo, quero fazer minhas leituras com calma e tranquilidade, sentindo cada virada de página seja como um furação, seja como uma brisa doce e suave, quero me conectar cada vez mais com aquilo que estou lendo e ler por que é o que eu mais gosto de fazer no meu tempo livre.



18 de abril de 2018

Clube do livro Saraiva: Pequenas Narrativas

Na edição de abril do Clube foram abordadas pequenas narrativas e foram apresentadas crônicas, poesias, e outros textos de narrativas curtas. Achei sensacional o formato utilizado nessa edição, na qual foram lidos trechos de alguns livros que foram comentados. A atividade trouxe uma dinâmica diferente e outros diálogos, sem falar que me deixou com uma vontade imensa de levar quase todos os livros para casa, o que eu não fiz por que eu voltei para realidade e o meu orçamento não permitia essa extravagância.

Voltando ao tema do clube: podemos dizer que pequenas narrativas são formadas por textos curtos, não necessariamente formam uma história com inicio, meio, e fim, mas que por vezes escondem mensagens profundas em poucas palavras. Após esse evento a minha vontade por descobrir mais livros que compreendam essas atividades só cresceu, é incrível a capacidade de um autor dizer tanto em pouco espaço e de fazer com que o seu leitor seja tocado com o que ele escreveu. Afinal um dos grandes baratos da leitura é quando acontece uma identificação entre o leitor e o que ele esta lendo, seja por afinidade, por situações idênticas, seja por que trouxe recordações, é fantástico poder se encontrar envolvido na leitura e deixar-se envolver.



















Dentre os livros abordados irei citar alguns que me chamaram atenção e mais abaixo vocês poderão ver alguns trechos do que aconteceu durante o evento. A abertura se deu com o a leitura de um trecho do livro Sou fã e agora que falava sobre os sentimentos do leitor enquanto lê um livro. Adoro esse livro, já li o meu e me diverti muito respondendo as partes interativas do livro. É um livro maravilhoso para quem é fã de livros, de música, e de outras coisas. 

Foram abordados alguns livros de poesia como: Outros jeitos de usar a boca, O que o sol faz com as flores, A princesa salva a si mesmo nesse livro, A bruxa não vai para a fogueira nesse livro, entre outros. Esses me chamaram mais atenção pela temática abordada e o livro da princesa está nos meus desejados desde que ele foi apresentado no clube. Vale a pena conferir os vídeos abaixo falando sobre esses livros e conferir mais detalhes sobre essas poesias que me tocaram o coração.



Outros livros abordados foram Um dia ainda vamos rir de tudo isso, Trago seu amor de volta sem cobrar nada e o livro dos ressignificados. Foi um evento muito envolvente, que teve a participação de vários leitores comentando a todo momento e rolou uma troca bacana de experiências e assuntos abordados nos livros. Um dos trechos lidos do Livro dos ressignificados me deixou arrepiada pois eu já senti esse mesmo tipo de ansiedade descrita pelo autor do texto, e foi incrível. Estou lendo o livro agora e ficando fascinada com a escrita desse jovem autor e o modo como ele me faz refletir a cada página, a cada novo significado. Curti muito estar em mais uma edição do clube e aproveitar esse momento de reunião entre livros e amigos, duas coisas maravilhosas da vida. 



15 de abril de 2018

Resenha: Belo desastre

Título: Belo desastre
Autora: Jami McGuire
Sinopse: Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.
Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa e deseja evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento dele pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. E é então que eles se envolvem em uma relação intensa e conturbada, que pode acabar levando-os à loucura.
Editora: Verus
Avaliação:

A primeira coisa a falar na resenha de hoje é que eu não gostei do livro, não me arrependo de ter lido, porém a história contém vários pontos que não me agradam enquanto uma leitora. Eu ganhei esse livro em um evento literário e já estava algum tempo curiosa para ler e conhecer essa história que tantas pessoas estavam falando, entretanto o tempo passou e o livro acabou um pouco esquecido na minha estante até o momento que eu resolvi dar uma chance a história de Abby e Travis. O modo como foram construídos esses dois personagens foi altamente decepcionante e nada animador, em alguns momentos eu achava que não conseguiria terminar o livro e foi por meio de muita insistência que eu consegui ler todo o livro.

Somos apresentados aos protagonistas dessa história logo no começo, e temos dois extremos opostos quando se trata de Abby e Travis. Abby é uma garota que tenta levar uma vida correta e fazer sua faculdade longe de seu passado sombrio, muito teimosa, e muito irritante. Travis é o badboy da universidade, forte e cheio de tatuagens não passa uma noite sem uma mulher diferente e participa de lutas clandestinas para conseguir dinheiro. Quando América e seu namorado, levam Abby a uma luta de Travis, a dupla explosiva se conhece porém ela não cede ao charme do garoto no começo e intrigado com essa resistência eles acabam começando um jogo de gato e rato com apostas altamente perigosas. A aposta que dá início a toda tensão entre o casal é a que Abby perde e tem que morar um mês no apartamento de Travis. Já não me agrada essa ideia desde o começo, por que tem tudo para dar errado, Abby está indo de encontro a várias coisas que ela mesma fugiu no seu passado, e não gosto nem um pouco de como essa relação se dá no apartamento dele e como ele continua se comportando.

A narrativa é fluída e me deixou curiosa em alguns momentos para continuar, em outras dava vontade de tacar o livro na parede de raiva (mas eu não o fiz, vamos manter os livros intactos e bem cuidados, livros são amor, mesmo quando você não curte tanto a história). A autora consegue desenvolver uma boa tensão romântica/sensual entre os protagonistas, porém é muito irreal como ele muda de pegador para homem de uma mulher só com a Abby e tenta mostrar a ela como ele gosta dela, algumas vezes de um jeito fofo, outras vezes de um jeito totalmente errado (como da vez que ele a tira de um jantar principalmente pelo prazer de saber que ainda tem influência sobre ela) e isso me tira do sério e me faz questionar como uma pessoa se deixa manipular assim, na minha opinião essa história poderia tomar rumos diferentes do que foi traçado pela autora, pois eu vejo uma força muito grande para manter o casal junto e uma repetição dos mesmos padrões: falta de dialogo, fugas cinematográficas da Abby, ciúme e possessão do Travis, inseguranças e falta de confiança, se repetem e tornaram-se um tanto cansativas. A relação do casal é totalmente coodependente e torta, em alguns momentos são puro amor, em outros não querem nem se ver, ele a persegue em festas e outros lugares, chegando a um ciúme doentio e cenas horríveis de ler. 

E o final da história me deixou mais irritada, por que muitas coisas não foram resolvidas, e mesmo assim parece que nenhum dos dois se importou e foram viver "felizes para sempre", não fui nem um pouco convencida pelo tipo de felicidade que eles encontraram. Foi uma construção artificial demais, forçaram que várias coisas acontecessem, deram justificativas fracas para o comportamento do Travis, que não me agradou. Enfim, acho que fui enganada pela premissa que o livro trás, achando que seria algo divertido, mas que na verdade não é aquilo que eu gosto de encontrar dentro de um livro.